A construção de oito novas passarelas de acesso à
Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, tem gerado forte repercussão entre
moradores e comerciantes locais. O motivo: o custo final da obra. Segundo dados
oficiais, a prefeitura firmou contrato com a empresa JT para execução das
estruturas, que, somados aos aditivos, alcançaram quase R$ 720 mil, média de R$
90 mil por passarela.
O valor levantou dúvidas na comunidade, que passou a
questionar a compatibilidade do preço com o serviço entregue. Diante das
suspeitas, o Portal Governador buscou três orçamentos independentes,
solicitados a madeireiras da região, utilizando as mesmas especificações das passarelas
construídas: estruturas com 2,5 metros de largura, 15 metros de comprimento,
fabricadas em madeira de eucalipto, material que costuma ser cerca de 20% mais
barato que o pinus tratado.
Os resultados obtidos reforçaram a preocupação
inicial. Dos três orçamentos consultados, o mais alto ficou em R$ 38 mil,
incluindo madeira e mão de obra para entrega completa da passarela. O segundo
orçamento apresentou valor de R$ 34 mil, e o terceiro, R$ 28 mil, este último
sem considerar apenas o pilar de cimento.
Os números, que representam menos da metade do valor
pago pela prefeitura, consolidam o que muitos moradores já suspeitavam: há
indícios consideráveis de superfaturamento no contrato firmado pelo município.
A diferença significativa entre os valores estimados por empresas locais e o
montante efetivamente desembolsado pelo poder público acendeu um alerta na
população e alimentou debates sobre transparência e responsabilidade na
aplicação dos recursos.
Enquanto o caso repercute, moradores cobram explicações
e maior rigor na fiscalização dos contratos públicos.


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