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Família de Ganchos teve de pagar R$ 3 mil para sepultamento "Coveiro disse que não faz a cova e indicou terceiros"

 


Uma família de Ganchos afirma ter desembolsado, há poucos dias, R$ 3.000 para conseguir realizar o sepultamento de um familiar no Cemitério de Ganchos, administrado pela Prefeitura e que possui coveiro efetivo do município. Segundo relatos, o próprio funcionário público teria informado que não realizaria a abertura da cova, indicando uma terceira pessoa para fazer o serviço mediante pagamento.

A família, ao procurar o cemitério para providenciar o sepultamento, foi surpreendida com a informação. "O coveiro disse que não fazia a cova e nos passou o cartão de um pessoal que faz", relatou um dos familiares.

 

Ainda conforme relato, a família entrou em contato com o secretário municipal de Obras para informar a situação, contudo, nenhuma providência foi tomada naquele momento. Como consequência, o sepultamento, inicialmente previsto para ocorrer pela manhã, precisou ser adiado para a tarde.

Segundo familiares, o serviço somente foi realizado após confirmação do pagamento. "Pagamos mil reais em dinheiro e o restante foi feito em dez vezes no cartão", afirmou um integrante da família.

 

Outro ponto levantado pela denúncia é que, durante a abertura da sepultura teriam sido utilizados equipamentos pertencentes à Prefeitura. Caso a informação seja confirmada, a situação poderá ser objeto de apuração pelos órgãos competentes, uma vez que o município dispõe de servidores efetivos para esse tipo de atividade e, conforme relatado pela família, não há conhecimento de legislação municipal que autorize cobrança particular pela execução do serviço que sempre foi oferecido sem qualquer custo.

 

A denúncia foi encaminhada à Polícia Civil de Governador Celso Ramos, à Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) e ao Ministério Público, que poderão analisar os fatos e adotar as medidas cabíveis.

 

 

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