O Ministério Público de Santa Catarina
(MPSC), por meio da Promotoria de Justiça de Biguaçu, ajuizou uma Ação Civil
Pública após um inquérito que se estendeu por quase cinco meses apontar
irregularidades na qualidade da água distribuída em Areias do Meio.
Embora a medida represente um avanço na
busca por soluções, o tempo necessário para a conclusão da investigação passou
a ser alvo de críticas entre moradores, que questionam a agilidade dos órgãos
responsáveis pela fiscalização.
A principal reclamação diz respeito à
demora para constatar um problema que, segundo a própria comunidade, era
perceptível há muito tempo, e não apenas em Areias do Meio, mas em quase todo o
município. Também são frequentes as críticas ao elevado número de denúncias
envolvendo Governador Celso Ramos que, segundo moradores, acabam sendo
arquivadas ou indeferidas sem resultados práticos.
“A Promotoria de Biguaçu só age quando
o assunto é água, por medo, e mesmo assim, de forma demorada”, afirmou um
morador do bairro, indignado com a morosidade do processo. “Se fosse veneno na
água, em cinco meses, todos nós estaríamos mortos”, completou.
Na avaliação da comunidade, bastaria
uma inspeção técnica e a coleta de amostras para verificar as condições da água
distribuída. “Até uma criança seria capaz de perceber que havia algo errado”,
comentou outro morador, criticando o tempo empregado para que o problema fosse
oficialmente reconhecido.
Moradores ainda acreditam que o
sucateamento da autarquia seja completamente intencionado, para justificar à
venda de uma instituição que fatura 11 milhões por ano.


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